Silent Hill

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Após a estreia em cinema um pouco por todo o globo, e com Portugal fora do mapa das estreias até Fevereiro de 2007, Silent Hill está a poucas semanas de ver um lançamento em DVD.

Sou um grande fã da série criada pela Konami e não podia deixar de tecer a minha apreciação em relação ao filme.

Também fã de Silent Hill é o realizador Christophe Gans, pelo que, de certa forma as minhas grandes expectativas deveram-se a isso mesmo. Acreditava que tratando-se de alguém que verdadeiramente apreciava o jogo, Silent Hill estaria retratado da melhor forma, na sua mais nobre e pura ideologia.

Que fique claro; Silent Hill não eleva a obra-prima as conversões jogo-filme, mas assegura um lugar bastante acima da média. Recriada de uma forma fiel, Silent Hill brilha por todos as ruas e locais visitados, o que demonstra uma grande atenção ao detalhe.

A história não tendo a complexidade que os jogos reservam, é extremamente coerente – não podemos esquecer nunca que se trata de uma adaptção ao cinema – suportada pelos simbolismos religiosos da série. Remete muito, no entanto, para a história de Silent Hill 1 (PSX), e a introdução – que está brilhante – recria perfeitamente os primeiros passos de Harry, em busca da sua filha.

Mas o personagem principal desta adaptação cinematográfica é feminina. Radha Mitchell interpreta Rose Da Silva em busca da sua filha Sharon (interpretado por Jodelle Ferland). Enquanto procura a filha, Rose vai dando a conhecer Silent Hill ao público em ambas as suas realidades.

O efeito de transição entre realidades está espantoso – e mais uma vez coerente com a história do filme – pelo que tornou-se quase instantaneamente um dos meios efeitos visuais preferidos até à data. Também muito bem recriados estão os demais inimigos. Num filme que usou poucos recursos a tecnologias de CGG, é de louvar.

Os personagens humanos enquadram bastante o papel, embora a representação não seja tão notória quanto a de Rose. Tenho no entanto que referir Dhalia (Deborah Kara Unger) cuja desempenho e voz estão totalmente adequados ao personagem.

A banda sonora aproveita muitos dos temas já criados para os jogos, pelo que para o jogador serão bastante familiares. Aproveito para ascrecentar que os créditos estão fantásticos, aí numa perfeita indistinção entre jogo e filme ao som de “You’re Not Here” (Silent Hill 3). Parece ridículo eu sei, mas acentam que nem uma luva.

No fim de tudo o climax acabou por me surpreender. Não posso dizer que o esperava, mas também não posso dizer que não o esperava. Confusos?

Não creio que tenha muito mais a acrecentar, e correndo o risco de soar pretensioso, penso que qualquer fã do jogo vai gostar do filme.

Não vou dispensar o DVD, pelo que cá espero pelo lançamento R1 a 22 de Agosto. A versão R3 é lançanda na mesma data, ficando só por lançar a versão R2 que estará apenas disponível a partir de 4 de Setembro, pelo que a espera não será muito maior.

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